A Cabra, a Sogra e o Dexter.

Tédio, morte e zoofilia juntos num mesmo sítio.

O Formigueiro Invisível.

“Pare”, “Siga”, “Ande aqui”, “Dirija ali”.

O Mundo de Verônica

Uma entrevista do Pedro Bial no meio de uma revista Playboy.

Quando você morrer

O que você quer ser quando morrer?

Psicotuitoanalise #1 - Fanatismo

O novo método twitteriano de psicanálise avançada freudiana cerebelística anonencefálica.

domingo, julho 15, 2012

Baile de Máscaras


A verdade é que há pessoas que vivem num imenso e eterno baile de máscaras, que dependendo de onde pisam colocam uma mascarazinha específica, depois andam pra um outro canto e trocam por alguma mais apropriada ali, depois voltam e trocam novamente, e assim por diante. Vai pra um canto desconhecido? Coloca aquela máscara padrão pra esses casos, que resolve por ora. "Esse pessoal parece legal, gostei deles", então compra uma máscara nova pra ver se consegue se enturmar. "Aff, esse canto de novo, essas pessoas desagradáveis...", coloca então aquela que aparenta um ser simpático, paciente e amigável. "Opa, nesse canto eu tô em casa, todos já me conhecem", então usa aquela transparente que parece até que está de cara limpa. Parece, até parece.

Mas será que são só alguns que vivem se escondendo? E você, é verdadeiro com todos?
Você é exatamente o mesmo quando está com seus pais do que quando está com seus amigos? E quando está diante de desconhecidos? É da mesma forma? Com namorado, namorada, amante? Igual com todos? E quando está com você mesmo, diante do espelho, é a mesma pessoa que todas as outras veem?

Eu não quero dizer que todos somos falsos (nem que não somos), mas apenas que cada pessoa que convivemos vê uma parte diferente nossa, a parte que achamos conveniente mostrar.
Todos nós temos um lado oculto, inexplorado, às vezes até por nós mesmos. Todos temos segredos que não dividimos nem com o travesseiro, com medo de que ele possa contá-los nos ouvidos de outros, ou simplesmente pq nós mesmos não nos sentimos bem pensando naquilo. Ou vai dizer que você não? Que você é, sim, sempre verdadeiro?

Vai me dizer que você não odeia aquela pessoa mas precisa fingir que não há problema nenhum com ela pra que tudo continue bem? Vai me dizer que não existe aquela pessoa que você não tem mais vontade nenhuma de se relacionar, mas continua fingindo que está tudo bem por falta de coragem de mudar? Vai me dizer que não achou uma merda aquilo que ela fez mas disse que estava ótimo só pra não magoá-la?
Não é questão de ser ator, é questão de ser humano. Alguns escondem mais, outros menos, mas todos, todos escondem algo que nunca revelarão a ninguém. Se isso é bom ou ruim eu não sei, e nem me preocupa. Só quero que você me responda:

Você se esconde muito? Tem muitas máscaras? Se sente bem com elas?

Cuidado que algumas podem ficar apertadas demais, atrapalhar a visão e alguns outros sentidos, e até deixar algumas marcas. Cuidado que a máscara protege sua identidade mas não protege você. Cuidado que você pode ter 501 delas de modelos e cores diferentes, mas a pessoa por trás de cada uma é a mesma. Você pode desfilar e dançar pelo baile, arranjar vários pares, mas... Será que gostam de você, ou da sua máscara? Será que gostam de quem você realmente é, ou de quem você finge ser? Espera, será que gostam mesmo de você?
Essa sua máscara aí, será que vai durar o baile todo? Será que, se por acaso ela caír, vão continuar dançando contigo?

Afinal, o que você quer esconder? Seus defeitos? Seus medos? Sua personalidade? Sua covardia?
E no final de tudo isso, quando não houver mais lugar pra disfarces nem danças, terá valido a pena? Você estará feliz? Terá alguém ao seu lado? Alguém que saiba quem você realmente é, que te proteja, te apoie?
Ou você vai se esconder pra sempre, se adaptando de acordo com seus interesses?
Aliás, quais são seus interesses? Dançar eternamente num baile invisível? No ritmo de uma música que só toca na sua cabeça?

Só quero que você me responda. Mas antes, tira essa sua máscara vai. 







"There is no dark side of the moon really.
Matter of fact it's all dark."

quarta-feira, junho 13, 2012

Eu vim pra São Paulo - Capítulo I

Ultimamente eu tenho ido dormir muito tarde, por volta das 4h ou 5h, e não me sinto mal por fazer isso afinal não trabalho nem estudo cedo, e eu aproveito muito mais o tempo de madrugada do que eu aproveitaria de manhã. Eu penso melhor de madrugada, consigo me concentrar mais nas coisas, fica aquele silêncio, aquele escuro, aquela paz, melhor pra escrever, ler, editar, pensar, tudo. Então eu tô aproveitando ao máximo isso enquanto posso e ando acordando por volta das 12h.
Ontem por exemplo eu só consegui dormir lá pelas 6h pois tive que terminar meu último trabalho do semestre (yess), e eu deixo tudo pra última hora mesmo, desculpa se eu só funciono assim.
O que acontece é que neste momento são 08h34 da manhã, e cá estou, acordado e escrevendo este post. Nossa como sou dedicado ao blog né, até acordo cedo, com apenas 2h de sono, pra vir aqui postar. Só que não.
Hoje a empregada veio aqui limpar a casa e eu tive que acordar as 8h, mas ok, tô super disposto e animadzzzzZzZzzZ. Como não consigo fazer nada útil de manhã, tive a brilhante ideia de escrever este post que eu estou devendo faz tempo (não que seja algo inútil, mas enfim), que é a continuação da minha vinda pra São Paulo, que se você não leu, só clicar. Let's go de metrô então.


Nossa eu vi que faz OITO meses que eu escrevi o primeiro post da saga. Puta preguiçoso de merda que eu sou viu.
Bom senhores, como hoje é dia 13 de Junho de 2012, faz exatamente 4 meses e 9 dias que eu estou morando aqui em sampa (odeio essa palavra mas vou usá-la no texto pra não ficar escrevendo são paulo o tempo todo). Me mudei pra cá no dia 4 de março, e lembro que nesse dia eu fui assistir a um jogo do Palmeiras no Pacaembú, e... enfim, se eu dependesse do Palmeiras pra ser feliz aqui eu já teria me jogado do prédio.

Eu moro atualmente num apartamento na região central com mais dois indivíduos, mas como eles trabalham durante o dia e eu estudo durante a noite, praticamente não os vejo. Ou seja, me sinto morando sozinho, exceto na parte de pagar as contas do mês.

O primeiro mês até que foi bem tranquilo, foi o mês de adaptação, de conhecer a região, como funcionaria minha rotina e tudo mais. Eu não tive dificuldades em relação ao transporte porque eu já estava estudando aqui desde fevereiro, eu vinha e voltava pra minha cidade todos os dias. Eu saía de São José após o almoço e chegava em casa por volta das 01h30, só pra assistir a 4 aulas. Cansativo e improdutivo, não tava legal. (Tem até umas duas histórias pesadas que aconteceram nesse tempo, mas que eu conto depois, tem a ver com gays e pedófilos) Mas pelo menos esse período me ajudou a conhecer os lugares que eu tinha que ir, quais metrôs e trens pegar, etc. E quando eu me mudei definitivamente pra cá não sofri com isso, exceto é claro pela lotação, mas isso é cotidiano.

A maior dificuldade do primeiro mês acredito que foi a alimentação. Era óbvio que isso ia acontecer, eu simplesmente não sei cozinhar nada, NADA. Antes de chegar aqui eu só sabia fazer: Miojo (bendito seja), pipoca, ovo, bolo, sopa e pão com manteiga. Então eu aprendi mais ou menos a fazer arroz pela internet, o feijão eu compro pronto e só esquento, afinal nem a pau que eu vou trazer uma panela de pressão pra cá. E tem a parte mais chatinha que é fritar as coisas, chatinha e perigosa, nunca pensei que fritar um hambúrguer seria tão assustador:

Certo dia, estava eu fazendo meu almoço, ouvindo meus podcasts, e me preparei pra fritar o hambúrguer. Ok, tranquilo, protegi meu braço pra não espirrar aquele óleo assassino em mim, e coloquei ele lá na frigideira. O hambúrguer deu uma entortada, então o virei pro outro lado. Tudo normal. Até que de repente ele começa a fazer um barulho estranho, e começa a sair muita fumaça debaixo dele, a cada segundo saía fumaça e fazia um barulho ('shhhh'). Um pouco assustado, fiquei olhando pra ele e pensando que porra poderia estar acontecendo, até que segundos depois, O HAMBÚRGUER PEGA FOGO!!!11! Simplesmente sobe um fogo enorme da frigideira, que chegou até o microondas, que fica acima do fogão (quando eu reli meu texto achei essa frase bem óbvia, mas vou deixar mesmo assim). Minha reação na hora foi:   .
Assoprei o fogo, adiantou nada. Assoprei de novo, nada. Peguei um copo e comecei a colocar água, "vou apagar esse fogo é agora", gritei mentalmente, até que durante um segundo vieram vários pensamentos e lembranças na minha cabeça, uma delas por exemplo era eu criança, na casa da minha avó, espirrando água com as mãos no fogo aceso do fogão(dã) e vendo ele dar uns estalos e tal, às vezes até aumentando. Até que eu mudei de ideia(que era MUITO imbecil por sinal) e resolvi abandonar o copo. Até que eu tive uma nova e brilhante ideia: Desligar/virar o botão lá do gás, nossa eu achei que seria tão fácil dizer mas eu não sei o nome do negócio, enfim, "apagar o fogo". Acontece que o fogo continuou depois que eu virei o negócio. (tudo isso que eu tô escrevendo não durou nem 4 segundos).
Hesitei por um momento, sem saber o que fazer, e assoprei. puufhhh (onomatopeia do assopro). E então, como num passe de mágica, todo o fogo sumiu. E eu então aliviado me sentei na cozinha, no meio daquela fumaça, e refleti sobre a vida por alguns minutos. Foram os 4 segundos mais longos da minha vida, e ali nasceu um pequeno trauma de hambúrgueres, e como vingança comerei todos eles até o final de minha existência. Sou fogo. (trocadilho glr)
Dias depois a cozinheira Giselle foi em casa e fritou um hambúrguer usando água na frigideira, o que eu já tentei fazer e não deu certo, então acho que ela usou magia negra, não sei, porque ficou até melhor do que o que eu frito com óleo. Mas acho que não vale a pena o esforço de tentar fazer isso sozinho aqui.

Vou parar o texto por aqui senão ele vai ficar muito longo, e a mesma preguiça que você tem de ler textos grandes eu tenho de escrever. No próximo capítulo eu falarei mais sobre a vida fora do apartamento, que é mais divertida por sinal. Acredito que postarei em menos de 8 meses a continuação, mas nunca se sabe. Enfim, se gostou clica no botão "gostei" ali embaixo, adiciona como favorito, e tambem não esquece de se inscrever ali em cima no can- ah, nem é youtube. 

quinta-feira, maio 17, 2012

Do Lado de Dentro

Hoje o post não é engraçaralho e não tem piadinhas, então se você é um daqueles que me acham com cara de palhaço e que só escrevo bobeiras, você está certo é isso aí mesmo. Mas hoje não.
Eu fui a um show ontem e gostaria de compartilhar algumas coisas com vocês, mas antes, um pouquinho sobre mim:
João Paulo nasceu no ano de 1992 na cida- Eu ouço bastante música, sempre que estou sozinho no metrô, trem, ônibus, andando na rua, academia, na sala ou no quarto, no beco ou no carro, eu estou com meu ipod ouvindo alguma coisa. Essas coisas variam entre músicas e podcasts, dependendo do meu clima espiritual, alinhamento dos astros, temperatura do ambiente, etc. Sobre podcasts eu escrevo um outro dia, mas o estilo musical que mais ouço é basicamente rock. Existem os tais subgêneros como rock progressivo, hard rock, punk rock, e bla bla bla, mas fodam-se as conotações. O que posso dizer é que dificilmente ouço rock mais pesado como Iron Maiden e Metallica, e jamais rock ultra pesado como por exemplo Sepultura. Ouço um rock mais leve, mais tranquilo, que dá pra entender o que o vocalista canta. Se tivesse que definir qual o estilo de rock que eu ouço eu diria que é o rock Queen (uma bandinha lá da Inglaterra), que é a banda que define meu caráter musical, tanto por ser foda como por ser completamente versátil e completa. Queen é a trilha sonora da minha vida, um abraço.

Como eu ouço vários artistas, eu acabo não me aprofundando muito em cada um deles. Eu diria que das centenas de bandas que eu tenho na minha pasta de músicas, apenas umas 4 ou 5 eu sei a letra de mais que 20 músicas. Existem 3 bandas que eu ouço com bastante frequência, e todo o restante gira em torno da minha órbita musical e ora está no meu ipod, ora não. Ou seja, há 3 bandas que eu posso dizer que sou realmente fã, e com isso voltamos ao início do texto.

Esses dias fui a um show de uma banda que eu sou realmente fã, e isso ainda não tinha me acontecido, até porque só duas delas ainda existem. Essa experiência me fez pensar e perceber algumas coisas, tanto enquanto eu estava lá, como depois. A primeira coisa é bem clichê, mas que deu pra sentir bem lá: os fãs. Eu cheguei um pouco cedo na fila, e com isso consegui entrar mais cedo no local (dã) e pegar um lugar bem perto do palco, que variava entre ser o segundo e o terceiro indivíduo depois da grade. Acontece que quando eu cheguei no meu lugar ainda faltavam horas pro início do show, e tivemos que ficar ali todos em pé ouvindo músicas péssimas do "dj" que nada tinham a ver com o show do dia. E durante esse período foi muito legal ver os fãs, cada um revezava o posicionamento pro outro poder sentar um tempo no chão, e por maior que fosse a vontade de beber água ou ir ao banheiro, ninguém sairia dali nem fudendo, com medo de perder seu lugar (e com certeza iria). Isso acontece em todos os show acredito, mas como foi o primeiro que eu fiz questão de ficar lá na frente e tal, foi diferente ver isso. Tudo aquilo pra ficar ali bem perto dos caras que apenas escreveram umas músicas, pegaram uns instrumentos e foram lá tocar. Aí que tá, será que é só isso mesmo?

Isso foi outra coisa que eu fiquei pensando, fucking poder da música hein? A música é realmente muito importante pra muitas pessoas. Não que elas dependem disso  pra viver, mas as pessoas fazem a música ganhar um significado na vida que é até de se assustar. Eu faço isso, mas não me assusto comigo porque no meu caso é totalmente normal é claro. Isso é uma coisa meio que misteriosa pra mim, o poder que a música tem de "consolar" a pessoa quando ela está triste, ou de animar quando precisa, ou de fazer chorar, lembrar de alguém, lembrar de momentos, se identificar com as letras, etc etc etc. Tem pessoas que apenas ouvem músicas por ouvir, já outras dão um significado e passam a amar as músicas e seus artistas (ou seria os artistas e suas músicas?), e eu acho isso estranho, mas ao mesmo tempo incrível. O que me leva a um outro ponto, que é outro poder que a música dá: idolatria.

Por mais fã que eu seja de qualquer artista, ele pra mim não passa de uma pessoa que ou faz um ótimo trabalho, ou é talentoso pra caralho, ou me identifico muito, ou qualquer outra coisa, mas repito, uma PESSOA. A maioria dos meus ídolos estão mortos, e dos que restam poucos estão perto de mim, então não é tão fácil vê-los pessoalmente, mas posso garantir que eu jamais vou enlouquecer ao ver algum ídolo pessoalmente. O máximo que eu posso tentar fazer é conversar, mas como eu não vou saber o que falar (e vou ter vergonha), vou acabar fazendo nada mesmo. Não ligo muito pra autógrafos, a não ser que seja tipo o autor do livro autografar o livro, ou o artista no cd. Mas pegar um papelzinho e pedir pro artista autografar não significa muita coisa pra mim. Fotos também, sei lá, me parece mais algo pra se gabar do que outra coisa. Lembrando que essas são minhas opiniões pessoais de merda, se você é daqueles que quer mais do que tudo uma cueca do Pelanza autografada, vá em frente e seja feliz.

O que eu quero dizer é que mesmo pra mim que não ligo muito pra esse lance de idolatria, a música transforma a situação. Aquele mesmo artista que pode passar ao meu lado na rua e eu não fazer nada, quando está em cima de um palco, cantando as músicas que eu sei de cor, tocando fodamente os instrumentos do jeito que eu quero ouvir, e com milhares de fãs ali ao meu redor, cantando todas aquelas músicas que eu decidi que são importantes pra mim, cara, tudo isso eleva aquele momento a um ponto inexplicável. Ali dentro milhares de pessoas eram qualquer um, independente da profissão, conta bancária, altura, peso, sexo, eram simplesmente fãs. Enquanto os que estavam no palco eram reis, e comandavam tudo ao redor, inclusive a mim. É como se do lado de fora existisse o mundo normal, no qual eu vivo, enquanto do lado de dentro eu era apenas um dos seres enfeitiçados pela magia da música que era tocada ali, completamente dominado. E digamos que isso me fascinou.

E sobre a banda do show, entendedores entenderão.

quarta-feira, abril 25, 2012

Psicotuitoanálise #1 - Fanatismo

Bom dia, boa tarde, boa noite. Hoje vou falar sobre câncer de próstata. Mentira.
Vou te poupar daquele papo de que faz meses que eu não posto aqui e etc, pq tanto eu como você estamos pouco nos fodendo pra isso. Apenas uma curiosidade: Quando escrevi o último post deste blog, eu ainda tinha cabelo.

Hoje resolvi fazer algo diferente, vamos analisar juntos a mente humana, através de uma psicotuitoanálise. 
MAS COMO JOÃO? 
Pra isso usaremos o método twitteriano de psicanálise avançada freudiana cerebelística anonencefálica, que é um método desenvolvido por mim mesmo há 42 segundos. Este método se baseia no estudo das reações das arrobas diante de tweets direcionados para com elas, tambem conhecidos como replies. Mas antes, uma breve introdução sobre as arrobas:


As arrobas, habitantes do Planeta Tuíter, são como avatares de seres humanos, habitantes do Planeta Terra. Por trás de cada arroba há um ser humano, e um único ser humano pode possuir várias delas. De acordo com um infográfico apresentado na Universidade de Janazzússets, a partir da terceira arroba de uma pessoa, a quantidade de arrobas que a mesma possui é proporcional ao nível de demência dela. Por se tratar de um avatar, o humano geralmente faz das arrobas um meio pra liberar todas as asneiras presentes em sua mente doentia, e claro, pra dizer coisas que não tem colhões o suficiente pra dizer na ~vida real. Atos como linguajares estranhos, frases sem sentido, ofensas à outras arrobas, piadas sem graça, declarações de amor, trollagens, etc, são típicos das mais diversas arrobas do mundo todo.

Sobre os tipos, existem vários: Arrobas sentimentais, engraçaralhas, fã clubísticas, analfabetas, pornográficas, depressivas, haters, cabeças, desequilibradas, confusas, de guerra e de paz, mas nenhuma delas me fez tão feliz quanto você OH WAIT. 
Há muito o que falar sobre os tipos de arrobas, mas é um campo de estudo mais específico, papo pra outra hora. Vamos ao que interessa, que é o estudo deste post. 

Hoje testaremos o fanatismo das arrobas, onde as 5 cobaias receberão replies ofensivos aos seus ídolos, amores ou qualquer coisa que gostem, e então vamos analisar os comportamentos e respostas de cada uma delas. Será que há muito fanatismo no twitter? As arrobas são mais ofensivas do que os humanos por trás delas? As fãs pré-adolescentes são as mais chiliquentas? Existe amor em SP? Essas e muitas outras respostas descobriremos a seguir. e logo depois as incluiremos na lista de estudos estudados por estudantes de merda que não servem e nunca servirão pra porra nenhuma.


Cobaia #1 - Fã de Slipknot


Bom, o começo eu achei meio confuso, ele ficou se explicando, que é " fã " mas não escuta mais, um acaso não sei o quê de Maggot... enfim, muito avançado pra mim. Mas é importante notar que ele não assassinou o português em nenhum dos tweets. Depois ele já botou a arroba pra fora, analisou minha bio do twitter, e achou algo pra me atacar. Nobre atitude, pena que não percebeu que o "ex-colírio" era irônico, mas faz parte. Pensando bem, ele ter acreditado que eu sou um ex-colírio quer dizer que ele achou que eu tenho cara de afeminado. Nem ligo, minha mãe continua me achando gato. Vamos ao próximo pq hoje ele não tá com paciência ((:


Cobaia #2 - Fã de Luan Santana


Não sei pq, mas sempre que é pra eu digitar "fosse" meus dedos digitam "vc", desculpa se meu cérebro não é tão eficiente assim. Mas foda-se meus erros, foco nas cobaias por favor. 
Logo de início ela(suponho) afirma com letras maiúsculas e garrafais que é FÃ sim de Luan Santana! E logo depois questiona o primeiro xingamento, o de gay. Segundo ela, em um dia ele "pega" mais do que eu em minha vida toda. Suponho que esteja falando de pirocas. 
Depois questiona o "vesgo", dizendo que ele NÃO É! Não discutirei isso pq pode ser que a própria fã seja vesga também e por isso não tenha percebido, nunca se sabe. 
E vejam vocês, apesar de fã de LS, ela deu um show no português, escrevendo ainda no final com todas as letras na minha cara "... mesmo q FOSSE seria mais bonito que vc." Pois é, a ofensa dessa frase foi justamente uma fã do Luan Santana ter conseguido escrever "fosse" e eu não. CHUPA JANUZZA!


Cobaia #3 - Fã do Pelanza


Acredito que tanto pra mim quanto pra vocês o resultado dessa fã foi perto do esperado. Eu só estranhei o "coisa velha", mas vindo de uma arroba fã clubística de alguma artista que não conheço, e que na verdade fica defendendo o Pelanza, acredito que eu seja bem mais velho realmente que o humano por trás disso, mesmo com 19 anos de idade. Fiquei meio receoso pois ela ameaçou vir aqui e quebrar minha cara, afinal, depois que eu assisti ao filme "Zoando na TV" nunca se sabe quando alguém pode surgir do seu monitor e te espancar. 
Mas é claro que não parou por aqui, era de se esperar que uma fã da pelanza honrasse a reputação e não parasse em apenas um reply contra mim. Eu até expliquei depois que eu tava fazendo um teste apenas, pra ela relaxar, que a vida não é tão ruim assim, mas nem adiantou muito:


Depois veio uma amiguinha tambem mandar reply, super educada, porem analfabeta, mas tive preguiça de dar print. Sobre o português é meio confuso, não sei se é tendência agora iniciar todas as palavras com maiúsculas, usar pontos finais e vírgulas misturados, talvez seja a nova norma gramatical. O interessante é que ela é violenta mas é contra o uso da palavra cu, prefere o uso dos famosos @¨#%&. Eu só queria saber qual palavra ela quis substituir ali no primeiro reply. Meu palpite: "caralha".


Cobaia #4 - Assistinte de Game of Thrones


Eu ouvi um Português falando a palavra "assistinte" uma vez, ou pelo menos acho que ouvi, e achei legal. Fiz questão de escolher uma arroba fã de alguma série só pra poder usar a palavra, tô nem aí. 
O @mrcaio estava dando chilique dias atrás por causa de Game of Thrones, e resolvi testá-lo, mas confesso que me decepcionei um pouco com a resposta. Eu que estava acostumado a receber chiliques e ofensas em troca, recebi apenas uma palavra que algumas das arrobas anteriores nem devem saber o que significa. Mas como veio de um fã de uma belíssima série da HBO, e não de uma banda teen qualquer, é compreensível. Depois revelei que era um teste e o indivíduo afirmou que teve vontade de me xingar mas decidiu mandar apenas um HEREGE. Podemos perceber agora a capacidade de guardar pra si os xingamentos e não ofender as arrobas que apenas possuem um gosto diferente do seu. Fidalguia level 8.


Cobaia #5 - Fã de Los Hermanos



Pra encerrar com chave de ouro temos uma cobaia fã de Los Hermanos, que segundo muitas pessoas faz parte de um dos piores tipos de fãs pra se discutir por aí. Se isso é verdade eu não sei, mas essa cobaia foi a que melhor se saiu no teste. Não assassinou o português, me ofendeu, deu chilique, nada. Foi simples, educada e elegante. Fidalguia level 10. Isso mostra que é possível, sim, as arrobas manterem a dignidade, calma e astúcia(só pra usar a palavra mesmo) dos humanos por trás dela. Parabens pra Thayana, que levaria um iPad pra casa como prêmio se o nome não fosse esquisito. 


Encerramos assim nossa psicotuitoanálise de hoje, com resultados que serão tão úteis quanto uma camisinha pro Mr Catra. Obrigado pela participação de todas os envolvidos, vocês contribuíram para um mundo melhor. 
E você aí, fique ligadinho no tuíter! Quem sabe você não será nossa próxima cobaia de um próximo teste? Isso mesmo, você!! Pra participar é fácil! Basta envi--

"- Nossa mas você não tinha nada melhor pra fazer do que essa merda de post?"
Não tinha. Não tem. Pelo menos pra mim. :)

domingo, janeiro 15, 2012

Adeus menoridade.


~~este post foi escrito em setembro de 2010~~

Hoje é meu último dia de vida com 17 anos de idade. E isso não significa nada. Não é que não significa, mas não é o que eu esperava que fosse há alguns anos atrás, pois eu achava que na manhã que eu acordasse com 18 anos eu ficaria estilo Super Sayajin, com uns poderes a mais, sairia dirigindo, enchendo a cara, comendo puta da Praça Afonso Pena, mas hoje sei que não é bem assim, pelo menos tudo isso.


As únicas coisas que mudarão são as que tem alguma coisa a ver com as leis, direitos e deveres, ou seja, uma merda foda, como diria Azaghal o Senhor da Oceania. A partir de amanhã poderei tirar carteira de motorista(que demora meses), poderei beber(que demora… não demora), mas se eu resolvo um dia dirigir e beber ao mesmo tempo sou preso! Meu pai não leva a culpa! Só porque eu tenho 18 anos! Porra Dilma!

Eu também posso a partir de amanhã solicitar os programas de uma garota (a de programa) sem ser recusado, afinal a lei prostitucional não permite que as prostitutas dêem o rab amor pra menores de idade. Mas como não tem nenhuma central de putas suecas por aqui, não vale a pena. Agora poderei ir à um Motel, bem mais prático, o problema(no meu caso um sério problema) é que a garota também deve ter mais que 18 anos, aí fode. Ou melhor, não fode. Porra Tiririca!

Resumo da ópera, meu corpo continuará igual, sem poderes, o único poder que vou ganhar é o poder ser preso com maior facilidade, afinal serei responsável pelos meus atos. De resto não muda muita coisa, até porque ainda tenho cara de 15, tamanho de 12 e cérebro de 10. Mas não deixa de ser supimpa(momento nostalgia) o fato de que eu serei maior de idade.

Só não sei se é “Adeus idade velha”, afinal 17 anos é mais novo que 18, porém é uma idade que eu não terei mais, ou seja, velha. Amanhã terei uma nova idade, mas que será mais velha do que a que eu tenho hoje. É uma questão pontual, ou não. Arnaldo?

domingo, dezembro 25, 2011

O que é o Natal afinal?

Afinal do que se trata o Natal? Eu pessoalmente acho que é uma das coisas que o ser humano não vai chegar a uma conclusão, afinal é algo tratado de forma diferente por cada um.

Pra grande maioria o Natal é um feriado pré-ano-novo em que você compra vários e recebe alguns presentes, participa de amigo secreto(ou amigo oculto, ou inimigo secreto, dependendo de que lugar você é), come peru, toma champagne, e essas coisas que você sabe bem se tem mais que 3 anos de idade. Pra outros o Natal é apenas mais um feriado qualquer, pra outros é um saco, pra alguns outros é dia de se vestir de papai noel, pra outros alguns é data pra viajar, pra uns feriado pra reunir a família, e pro restante é uma data pra celebrar o nascimento de Jesus Cristo.

Veja bem, eu não me importo em qual categoria você se encaixa, mas eu me importo bastante se você fica querendo gritar pra todo mundo o que é o natal pra você e que os outros estão errados. Vai ser chato no inferno. Isso serve pra tudo, mas como é natal tô usando isso como exemplo.

Vi algumas pessoas reclamando que é só chegar o natal que de repente todo mundo passa a ter o "espírito natalino", todos estão bondosos, felizes, compreensivos, tudo lindo. E porque diabos você vai reclamar disso caralho!? Deixa o povo ser bonzinho um dia do ano pelo menos!! Qual o problema? Não quer bondade veste uma camisa verde e entra no meio da Gaviões da Fiel.

Já outros eu vi reclamando sobre a data capitalista que é o natal, onde usam a desculpa de nascimento de Cristo pra celebrarem dando presentes uns aos outros, pra si mesmos, comprando tudo o que aparece pela frente. Agora adivinha se essas pessoas recusaram os presentes que receberam ou deixaram de presentear alguém. Tudo poser.

E é claro tem aqueles que não se conformam de todos ficarem comemorando o natal, trocando presentes, comendo peru, e nem ligarem pro fato da data representar, teoricamente, o nascimento de Jesus Cristo. Dentro dessa categoria existem os religiosos radicais, que só ficam rezando, e os religiosos que levam em consideração a data religiosa porem tambem participam de festas, amigos secretos, etc.

Ah, e não poderia me esquecer é claro daqueles que comemoram o natal, compram presentes, fazem tudo, mas claro compartilham uma foto no facebook parabenizando Jesus Cristo. Esses já tem o lugarzinho garantido no céu.


Resumindo, independente do que o natal é ou deixa de ser pra você, as mamães noel dos shoppings são gostosas, não encha o saco fazendo mimimi que as outras pessoas estão erradas, que o natal é isso, que o natal é aquilo. O natal é só mais um feriado que você tem o direito (por favor exerça) de permanecer calado e se encher o meu saco de novo no próximo ano eu pego o saco do Papai Noel e enfio no sFELIZ NATAL!!!!!


quarta-feira, dezembro 21, 2011

Nossa, nossa, assim eu me mato

Eu sou muito chato em relação à música, confesso. Odeio muitos estilo musicais e gosto de alguns poucos. Mas do mesmo modo que sou chato sou compreensivo, pois eu não ligo de tocarem só músicas escrotas nas rádios, eu entendo que tocam as mais populares da vez,  as rádios precisam de audiência, e bla bla bla, mas nossa, nossa, tem uma música específica que vem me enchendo muito o saco ultimamente.
Vamos voltar no tempo. 

Poucas músicas preencheram completamente meu saco (emocional) durante estes meus 19 anos de vida, e as que o fizeram foi por "culpa" das rádios. Hoje como existe iPod, mp3, mp4, mp...n, usb, celular, etc, eu ouço o que eu quero e fica tudo lindo, mas nossa, nossa, há anos atrás não era assim que funcionava.

Veja abaixo 5 das músicas que já fizeram com que eu tivesse vontade de bater com a cabeça no rádio e logo após me jogar do sétimo andar:


Voltemos para 2011.

Tudo ia bem, os coloridos tinham dado um tempo, era a vez dos sertanejos ("universitários"), mas nada que não desse pra viver. Até que de repente, nossa, nossa, surgiu uma música diferente(rimo mesmo tou nem aí), que confesso que na primeira vez que mesmo sendo "sertaneja" eu ouvi até achei original, diferente no mínimo, e ok, bola pra frente. Eis que no outro dia tocou a música de novo, bacana. No dia seguinte, nossa, nossa, mais uma vez a música. E era tarde demais.

Como uma epidemia a tal música invadiu a população, todos tinham o refrão na cabeça, usavam como cantada(sim eu já vi), e o pior de todos os sintomas: bastava alguem falar um simples e inocente "nossa", que um filho da puta continuava com "nossa, assim você me mata". Se eu pudesse eu matava mesmo.

Eis que eu estou num estado atual em que não consigo ouvir nem ler a palavra "nossa" que o resto da música vem na minha cabeça. Ou seja, a música não só encheu meu saco como assassinou uma palavra muito usada.
Até músicas do Queen eu enjôo (sim isso mesmo que você leu, do Queen), e agora tenho que aguentar essa que não só estou enjoado como é chata pra caralho. É triste, senhores, é triste.

Aguardo ansiosamente que a música caia no esquecimento da nação. Mas nossa, assim eu me mato se eu ouvir pela centésima vez essa música hoje.

Pelo menos pra uma coisa ela serviu: mais um post neste blog fantástico.