A Cabra, a Sogra e o Dexter.

Tédio, morte e zoofilia juntos num mesmo sítio.

O Formigueiro Invisível.

“Pare”, “Siga”, “Ande aqui”, “Dirija ali”.

O Mundo de Verônica

Uma entrevista do Pedro Bial no meio de uma revista Playboy.

Quando você morrer

O que você quer ser quando morrer?

Psicotuitoanalise #1 - Fanatismo

O novo método twitteriano de psicanálise avançada freudiana cerebelística anonencefálica.

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quinta-feira, maio 17, 2012

Do Lado de Dentro

Hoje o post não é engraçaralho e não tem piadinhas, então se você é um daqueles que me acham com cara de palhaço e que só escrevo bobeiras, você está certo é isso aí mesmo. Mas hoje não.
Eu fui a um show ontem e gostaria de compartilhar algumas coisas com vocês, mas antes, um pouquinho sobre mim:
João Paulo nasceu no ano de 1992 na cida- Eu ouço bastante música, sempre que estou sozinho no metrô, trem, ônibus, andando na rua, academia, na sala ou no quarto, no beco ou no carro, eu estou com meu ipod ouvindo alguma coisa. Essas coisas variam entre músicas e podcasts, dependendo do meu clima espiritual, alinhamento dos astros, temperatura do ambiente, etc. Sobre podcasts eu escrevo um outro dia, mas o estilo musical que mais ouço é basicamente rock. Existem os tais subgêneros como rock progressivo, hard rock, punk rock, e bla bla bla, mas fodam-se as conotações. O que posso dizer é que dificilmente ouço rock mais pesado como Iron Maiden e Metallica, e jamais rock ultra pesado como por exemplo Sepultura. Ouço um rock mais leve, mais tranquilo, que dá pra entender o que o vocalista canta. Se tivesse que definir qual o estilo de rock que eu ouço eu diria que é o rock Queen (uma bandinha lá da Inglaterra), que é a banda que define meu caráter musical, tanto por ser foda como por ser completamente versátil e completa. Queen é a trilha sonora da minha vida, um abraço.

Como eu ouço vários artistas, eu acabo não me aprofundando muito em cada um deles. Eu diria que das centenas de bandas que eu tenho na minha pasta de músicas, apenas umas 4 ou 5 eu sei a letra de mais que 20 músicas. Existem 3 bandas que eu ouço com bastante frequência, e todo o restante gira em torno da minha órbita musical e ora está no meu ipod, ora não. Ou seja, há 3 bandas que eu posso dizer que sou realmente fã, e com isso voltamos ao início do texto.

Esses dias fui a um show de uma banda que eu sou realmente fã, e isso ainda não tinha me acontecido, até porque só duas delas ainda existem. Essa experiência me fez pensar e perceber algumas coisas, tanto enquanto eu estava lá, como depois. A primeira coisa é bem clichê, mas que deu pra sentir bem lá: os fãs. Eu cheguei um pouco cedo na fila, e com isso consegui entrar mais cedo no local (dã) e pegar um lugar bem perto do palco, que variava entre ser o segundo e o terceiro indivíduo depois da grade. Acontece que quando eu cheguei no meu lugar ainda faltavam horas pro início do show, e tivemos que ficar ali todos em pé ouvindo músicas péssimas do "dj" que nada tinham a ver com o show do dia. E durante esse período foi muito legal ver os fãs, cada um revezava o posicionamento pro outro poder sentar um tempo no chão, e por maior que fosse a vontade de beber água ou ir ao banheiro, ninguém sairia dali nem fudendo, com medo de perder seu lugar (e com certeza iria). Isso acontece em todos os show acredito, mas como foi o primeiro que eu fiz questão de ficar lá na frente e tal, foi diferente ver isso. Tudo aquilo pra ficar ali bem perto dos caras que apenas escreveram umas músicas, pegaram uns instrumentos e foram lá tocar. Aí que tá, será que é só isso mesmo?

Isso foi outra coisa que eu fiquei pensando, fucking poder da música hein? A música é realmente muito importante pra muitas pessoas. Não que elas dependem disso  pra viver, mas as pessoas fazem a música ganhar um significado na vida que é até de se assustar. Eu faço isso, mas não me assusto comigo porque no meu caso é totalmente normal é claro. Isso é uma coisa meio que misteriosa pra mim, o poder que a música tem de "consolar" a pessoa quando ela está triste, ou de animar quando precisa, ou de fazer chorar, lembrar de alguém, lembrar de momentos, se identificar com as letras, etc etc etc. Tem pessoas que apenas ouvem músicas por ouvir, já outras dão um significado e passam a amar as músicas e seus artistas (ou seria os artistas e suas músicas?), e eu acho isso estranho, mas ao mesmo tempo incrível. O que me leva a um outro ponto, que é outro poder que a música dá: idolatria.

Por mais fã que eu seja de qualquer artista, ele pra mim não passa de uma pessoa que ou faz um ótimo trabalho, ou é talentoso pra caralho, ou me identifico muito, ou qualquer outra coisa, mas repito, uma PESSOA. A maioria dos meus ídolos estão mortos, e dos que restam poucos estão perto de mim, então não é tão fácil vê-los pessoalmente, mas posso garantir que eu jamais vou enlouquecer ao ver algum ídolo pessoalmente. O máximo que eu posso tentar fazer é conversar, mas como eu não vou saber o que falar (e vou ter vergonha), vou acabar fazendo nada mesmo. Não ligo muito pra autógrafos, a não ser que seja tipo o autor do livro autografar o livro, ou o artista no cd. Mas pegar um papelzinho e pedir pro artista autografar não significa muita coisa pra mim. Fotos também, sei lá, me parece mais algo pra se gabar do que outra coisa. Lembrando que essas são minhas opiniões pessoais de merda, se você é daqueles que quer mais do que tudo uma cueca do Pelanza autografada, vá em frente e seja feliz.

O que eu quero dizer é que mesmo pra mim que não ligo muito pra esse lance de idolatria, a música transforma a situação. Aquele mesmo artista que pode passar ao meu lado na rua e eu não fazer nada, quando está em cima de um palco, cantando as músicas que eu sei de cor, tocando fodamente os instrumentos do jeito que eu quero ouvir, e com milhares de fãs ali ao meu redor, cantando todas aquelas músicas que eu decidi que são importantes pra mim, cara, tudo isso eleva aquele momento a um ponto inexplicável. Ali dentro milhares de pessoas eram qualquer um, independente da profissão, conta bancária, altura, peso, sexo, eram simplesmente fãs. Enquanto os que estavam no palco eram reis, e comandavam tudo ao redor, inclusive a mim. É como se do lado de fora existisse o mundo normal, no qual eu vivo, enquanto do lado de dentro eu era apenas um dos seres enfeitiçados pela magia da música que era tocada ali, completamente dominado. E digamos que isso me fascinou.

E sobre a banda do show, entendedores entenderão.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Nossa, nossa, assim eu me mato

Eu sou muito chato em relação à música, confesso. Odeio muitos estilo musicais e gosto de alguns poucos. Mas do mesmo modo que sou chato sou compreensivo, pois eu não ligo de tocarem só músicas escrotas nas rádios, eu entendo que tocam as mais populares da vez,  as rádios precisam de audiência, e bla bla bla, mas nossa, nossa, tem uma música específica que vem me enchendo muito o saco ultimamente.
Vamos voltar no tempo. 

Poucas músicas preencheram completamente meu saco (emocional) durante estes meus 19 anos de vida, e as que o fizeram foi por "culpa" das rádios. Hoje como existe iPod, mp3, mp4, mp...n, usb, celular, etc, eu ouço o que eu quero e fica tudo lindo, mas nossa, nossa, há anos atrás não era assim que funcionava.

Veja abaixo 5 das músicas que já fizeram com que eu tivesse vontade de bater com a cabeça no rádio e logo após me jogar do sétimo andar:


Voltemos para 2011.

Tudo ia bem, os coloridos tinham dado um tempo, era a vez dos sertanejos ("universitários"), mas nada que não desse pra viver. Até que de repente, nossa, nossa, surgiu uma música diferente(rimo mesmo tou nem aí), que confesso que na primeira vez que mesmo sendo "sertaneja" eu ouvi até achei original, diferente no mínimo, e ok, bola pra frente. Eis que no outro dia tocou a música de novo, bacana. No dia seguinte, nossa, nossa, mais uma vez a música. E era tarde demais.

Como uma epidemia a tal música invadiu a população, todos tinham o refrão na cabeça, usavam como cantada(sim eu já vi), e o pior de todos os sintomas: bastava alguem falar um simples e inocente "nossa", que um filho da puta continuava com "nossa, assim você me mata". Se eu pudesse eu matava mesmo.

Eis que eu estou num estado atual em que não consigo ouvir nem ler a palavra "nossa" que o resto da música vem na minha cabeça. Ou seja, a música não só encheu meu saco como assassinou uma palavra muito usada.
Até músicas do Queen eu enjôo (sim isso mesmo que você leu, do Queen), e agora tenho que aguentar essa que não só estou enjoado como é chata pra caralho. É triste, senhores, é triste.

Aguardo ansiosamente que a música caia no esquecimento da nação. Mas nossa, assim eu me mato se eu ouvir pela centésima vez essa música hoje.

Pelo menos pra uma coisa ela serviu: mais um post neste blog fantástico.




domingo, setembro 18, 2011

Freddie Mercury 65 Doodles

 
"5 de Setembro de 2011, hoje Freddie Mercury faz 65 anos de idade. Como é bom ter um artista desse entre nós, num mundo de coloridos, luansantanas e bieberes, é maravilhoso poder ver um deus do rock nos palcos. Que seja rock, ópera, blues, jazz, não importa, um artista como Freddie faz os fãs de todos os estilos admirá-lo. Até porque ele é capaz de brilhar em todos esses estilos. Freddie é melhor que todos esses artistas de agora não porque tem bigode, não porquê dá a bunda, ou porque tem mamilos polêmicos, mas porque ele é música, enquanto os outros são só dinheiro e fama. Se a música fosse um ser vivo, com certeza Freddie Mercury seria o nome do órgão responsável pela voz."



 Pra você que não me conhece, um fato muito importante sobre mim é que Freddie Mercury é meu ídolo-mor, mas que fique claro que eu NÃO ADMIRO PIROMBAS como ele admirava, quero distância delas. Ele é meu ídolo pelo talento que teve, irreverência, originalidade, bigode, e por tudo que fez pela música, pelo rock. Se ele dava ré no kibe ou não, problema era dele e da rosquinha dele.

O primeiro parágrafo retrata na verdade uma grande ilusão minha, um sonho quem sabe. Seria extremamente foda se este senhor estivesse aqui entre nós,  não sei nem descrever minha felicidade se surgisse uma notícia que ele na verdade está vivo e que tudo não se passava de uma pegadinha do mallandro. Taí um sonho que não vou realizar.

Pelo visto não sou só eu que tenho profunda admiração pelo Freddie, parece que muitos do Google gostam dele também, tanto é que fizeram essa homenagem foda ao 65º aniversário do mestre. Não foram tantos artistas assim que foram homenageados pelo tal do "Google Doodle", e ver FM nessa lista me enche de orgulho. Veja o vídeo fodástico aí embaixo.


Com certeza ainda farei posts e mais posts sobre Freddie Mercury e Queen ao decorrer da vida, mas este está aqui pelo o que seria o 65º aniversário desse cara que mudou e inspirou muitas pessoas nesse planeta, e continuará inspirando, por que não. Com esse Google Doodle espero que mais pessoas passem a conhecê-lo e que o trabalho dele permaneça para todo o sempre e o sempre do sempre. Afinal, o SHOW DEVE CONTINUAR.