A Cabra, a Sogra e o Dexter.

Tédio, morte e zoofilia juntos num mesmo sítio.

O Formigueiro Invisível.

“Pare”, “Siga”, “Ande aqui”, “Dirija ali”.

O Mundo de Verônica

Uma entrevista do Pedro Bial no meio de uma revista Playboy.

Quando você morrer

O que você quer ser quando morrer?

Psicotuitoanalise #1 - Fanatismo

O novo método twitteriano de psicanálise avançada freudiana cerebelística anonencefálica.

Mostrando postagens com marcador Aniversário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aniversário. Mostrar todas as postagens

domingo, setembro 16, 2012

Aquele Fio de Cabelo Grisalho

Eu nunca tinha me importado com as histórias das pessoas e seus cabelos grisalhos. Tem aquelas que pintam, aquelas que fazem questão que eles fiquem como estão, as que preferem ficar careca, entre outras opções, mas o fato é que nunca me importei com essas pessoas e suas respectivas cabeleiras. Pra mim era tudo uma questão de visual, de estilo, ter ou não ter cabelos grisalhos era apenas uma escolha de cada um. Até que eu percebi que não é tão simples assim.

É diferente quando é você quem se olha no espelho pra pentear o cabelo e de repente vê ali, um pouco escondido mas ainda assim se destacando dos demais, um pequeno e curvado fio de cabelo branco. Aquilo pra mim ia muito além de qualquer coisa relacionada à estética ou meu visual, aquilo pra mim foi na verdade algo como um choque de realidade. É como um daqueles momentos do seu dia que você olha pro relógio e vê que já é bem mais tarde do que você imaginava e você nem havia percebido, só que nesse caso, ao invés do relógio era um fio de cabelo branco, e ao invés do dia, minha própria vida. 

Aquele fio de cabelo me fez perceber que muita coisa já tinha passado, e muitas coisas não voltariam nunca mais. Me fez lembrar dos momentos bons que eu já passei ao lado das pessoas que eu amava, dos momentos ruins também, que alguns eu agradeço por terem existido, já outros não faço tanta questão. Lembrei de momentos desnecessários e até de momentos que desejava nunca mais me lembrar. Lembrei dos sonhos que tive durante a vida, e refleti sobre quais deles eu já conquistei, estou pra conquistar e aqueles que agora sei que já não tenho mais tempo. Lembrei dos arrependimentos, das coisas que queria ter feito de um jeito diferente, e que agora mais do que nunca sei que nunca mais poderei corrigir. Pessoas que se foram, pessoas que surgiram, pessoas ganhas e pessoas perdidas, todas elas deixando suas marcas, algumas boas lembranças e algumas feridas. 

Um simples novo(ou velho) fio de cabelo trouxe tudo isso à tona, me mostrou que eu já sou quem eu sou, e que não tenho mais tempo pra me reinventar. Tudo que eu fiz já estava feito e foi o que me trouxe aqui, sendo quem eu sou, fazendo o que estou fazendo, morando onde estou morando. Certamente não estou plenamente satisfeito, sempre dá pra ser melhor, se bem que se "sempre dá pra ser melhor", eu nunca vou chegar lá, então diria até que estou satisfeito. Mas por mais satisfeito que eu esteja, sempre vou me lamentar por algo ser do jeito que é, por alguma coisa que fiz ou deixei de fazer. E essa parte é a mais difícil. A dúvida então era se eu deveria me contentar e aceitar todo aquele tempo de cabelos escuros, ou se eu devia tentar consertar, pintar, esconder, e fingir que ainda tenho muito pela frente. Fingir que ainda dá pra fazer o que eu quero, mudar o que deu errado, reconquistar o que eu perdi. 

E ali estava eu, me encarando de frente ao espelho, vendo quem eu sou, quem eu fui e decidindo quem eu estava pra ser, momento este proporcionado pelo imprevisível fio de cabelo branco. Foi quando eu decidi que ia arrancá-lo, quem sabe ele era só uma pequena falha genética, e que só existiria ele por pelo menos mais uns 10 anos? Quem sabe sem ele eu poderia continuar normalmente acreditando que o fim ainda estava muito e muito distante. Resolvi tocá-lo, e quando simulei que ia arrancar o dito cujo, ele simplesmente já não estava mais na minha cabeça. Na verdade era só um fio qualquer de algum material sintético. Joguei no lixo, terminei de pentear o cabelo, escovei os dentes, e fui pro cinema assistir Paranorman 3D, afinal tenho só 19 anos de idade ainda né glr pfvr..

domingo, janeiro 15, 2012

Adeus menoridade.


~~este post foi escrito em setembro de 2010~~

Hoje é meu último dia de vida com 17 anos de idade. E isso não significa nada. Não é que não significa, mas não é o que eu esperava que fosse há alguns anos atrás, pois eu achava que na manhã que eu acordasse com 18 anos eu ficaria estilo Super Sayajin, com uns poderes a mais, sairia dirigindo, enchendo a cara, comendo puta da Praça Afonso Pena, mas hoje sei que não é bem assim, pelo menos tudo isso.


As únicas coisas que mudarão são as que tem alguma coisa a ver com as leis, direitos e deveres, ou seja, uma merda foda, como diria Azaghal o Senhor da Oceania. A partir de amanhã poderei tirar carteira de motorista(que demora meses), poderei beber(que demora… não demora), mas se eu resolvo um dia dirigir e beber ao mesmo tempo sou preso! Meu pai não leva a culpa! Só porque eu tenho 18 anos! Porra Dilma!

Eu também posso a partir de amanhã solicitar os programas de uma garota (a de programa) sem ser recusado, afinal a lei prostitucional não permite que as prostitutas dêem o rab amor pra menores de idade. Mas como não tem nenhuma central de putas suecas por aqui, não vale a pena. Agora poderei ir à um Motel, bem mais prático, o problema(no meu caso um sério problema) é que a garota também deve ter mais que 18 anos, aí fode. Ou melhor, não fode. Porra Tiririca!

Resumo da ópera, meu corpo continuará igual, sem poderes, o único poder que vou ganhar é o poder ser preso com maior facilidade, afinal serei responsável pelos meus atos. De resto não muda muita coisa, até porque ainda tenho cara de 15, tamanho de 12 e cérebro de 10. Mas não deixa de ser supimpa(momento nostalgia) o fato de que eu serei maior de idade.

Só não sei se é “Adeus idade velha”, afinal 17 anos é mais novo que 18, porém é uma idade que eu não terei mais, ou seja, velha. Amanhã terei uma nova idade, mas que será mais velha do que a que eu tenho hoje. É uma questão pontual, ou não. Arnaldo?