A Cabra, a Sogra e o Dexter.

Tédio, morte e zoofilia juntos num mesmo sítio.

O Formigueiro Invisível.

“Pare”, “Siga”, “Ande aqui”, “Dirija ali”.

O Mundo de Verônica

Uma entrevista do Pedro Bial no meio de uma revista Playboy.

Quando você morrer

O que você quer ser quando morrer?

Psicotuitoanalise #1 - Fanatismo

O novo método twitteriano de psicanálise avançada freudiana cerebelística anonencefálica.

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sexta-feira, outubro 24, 2014

Cidade Só



Cidade imensa
Geradora de ilusão

Cidade intensa
Fabricante de solidão

Cidade densa
Esmagadora de coração

Cidade que compensa
Quem anda na contra mão

Um quarto vira um quadro
A sala um monumento
O corredor uma tortura
Paralisado um dia inteiro

À noite resfriado
No banho sofrimento
As lágrimas se misturam
Com a água do chuveiro

Não dá pra fugir
Não dá pra gritar
Lá fora tudo cinza
Lá dentro tudo está
De graça só a angústia
E a fé no que virá

Sem moeda no bolso
Pra comprar um sorriso
Pra comprar uma passagem
Da consolação ao paraíso

Sem respostas
Sem apostas
Sem reais

A semana é um carrossel
Que se gira com o pé
O que vale é seu vil papel
Nenhum pouco quem você é

Ora quem é você?
Pra me chamar aqui
Se nada acontece

Sou aquele que sei
Que um dia vou conseguir
Ser aquilo que te apetece

Sou aquele que doma
A solidão tagarela
Que a pega no colo
Que dança com ela

Isolado por fora
Dividido por dentro
Se no coração aflora
Um suave tormento

O de baixo desce bem
O de cima sobe apressado
Enquanto o equilíbrio vem
Dos que ficam ao teu lado

Um prisma que te transforma
Um livro que te transporta
Rodeado pela escura solidão

Nove fotos sozinho 
Com o devido carinho
No centro escapa por cada vão

Cidade imensa
Que causou e curou 
Minha doença
Que ignorou e notou
Minha presença

Que me deu motivos
Pra não escapar de mim
Que agora é sala de estar
Meu escritório e jardim

****       ****
Abrigo de deusa
De fada e surpresa
Minha fortaleza
Meu coração
Minha 
paz

Cidade imensa
Selva de egoísmo e aço
Que eu conquistei

Cidade intensa
Hoje só um pedaço
Do gigante em que acordei

domingo, outubro 20, 2013

Sem Vergonha

Saiu deixando a porta aberta
Pois pra fechá-la não foi capaz
Eu sei que a gente acerta
E eu sei que a gente erra, mas

Você não sente vergonha?

Quando se olha no espelho
Aprecia seu batom vermelho
Encolhe a barriga e sorri
Daquele jeito que você sabe fingir

Você não sente vergonha?

Quando senta na sua carteira
E conversa com ele a aula inteira
Pra depois dizer não aguentar
Que vai morrer de tanto estudar

Não sente nada?

Como se sente se ajoelhando na igreja
E pedindo a Deus o que deseja
Depois de tanto tempo reprimindo
Tantos meses se proibindo

Você sente?

Sente algo além de egoísmo
De estupidez e ilusionismo
Deixando de dizer a verdade
Pois pra isso é muito covarde

Será que sente?

Ou será que ainda é um robô
Que confunde sofrimento com amor
E se acha sempre a vítima
Maltratada de forma legítima

Não acho que sinta

Não acho que sinta nada
E o que sente é de forma errada
Pois pra amar alguém você conseguir
Deve primeiro amar a si

E será que ama?

Será que consegue se amar?
Pensar na vida e não se envergonhar?
Acordar de forma decidida?
Caminhar de cabeça erguida?

Será que vai amar?

Será que vai mudar?
Será que vai deixar de usar
Pessoas como degraus
Sendo uma atriz fenomenal?

Será que vai crescer?

Ou esse poema vai ser eterno
Ao contrário daquele do caderno
Que enquanto eu escrevia
Eu pensava que te conhecia

Você não sente vergonha?
Ou talvez arrependimento?
Aproveite seu vazio e nele ponha
Quem sabe um pouco de talento

Pois pelo menos até o momento
Seu único talento é mentir
E quando sente vergonha
Seu único talento é chorar